
Secretário de Saneamento Ambiental diz que objetivo é universalizar serviços até 2025
O Brasil, assim como a maioria dos países da América Latina, não deverá atingir as Metas do Milênio de água e esgoto, que preveem a redução em 50% do déficit no acesso a estes serviços, segundo o representante do Comitê de Assessoramento à Secretaria-Geral da ONU para Assuntos de Água e Esgotos, Antonio da Costa Miranda Neto.
- Vamos pressionar os governos pelo cumprimento dos compromissos assumidos, mas os [países] latino-americanos não devem cumprir as metas para saneamento, nem mesmo o Brasil.
Miranda Neto par- Acredito que boa parte dos países da região irá cumpri-las em relação ao abastecimento de água potável, mas na questão do saneamento básico acho mais difícil, será algo muito desafiador.
Os dados divulgados pelas nações participantes da LatinoSAN 2010 reforçam o ponto de vista do representante do BID. No caso do Paraguai, por exemplo, o país já atingiu a meta para o "abastecimento de água em rede". Em 2008, 68,4% dos paraguaios tinham acesso a esse serviço, índice superior aos 65,8% reivindicados pela ONU.
No entanto, no que diz respeito ao "tratamento e disposição final das águas residuais", a nação atualmente presidida por Fernando Lugo estava a 3,4% da meta (66,9% contra 70,4%).
A situação da Bolívia é ainda mais distante dos objetivos estabelecidos pela ONU nesse último indicador. A parcela da população boliviana que possuía tratamento de esgoto ao final de 2007 era de 47,7%, frente aos 64% estipulados pelas Nações Unidas.
Segundo a jornalista Yazmín Trejos, diretora-geral da revista Aqua Vitae, o fato de haver várias entidades na região se torna um obstáculo, já que "a responsabilidade é sempre dividida entre as instituições, o que dificulta a cobrança da população sobre os governos".ticipa da 2ª Conferência Latino-Americana de Saneamento, que reúne delegações de diversos países latino-americanos. O evento, que acontece na cidade de Foz do Iguaçu, foi iniciado nesta segunda-feira (15) e termina na próxima quinta-feira (18).
Já o secretário nacional de Saneamento Ambiental, Leodegar Tiscoski, apresentou à Ansa um discurso diferente. Segundo ele, o país "tem um objetivo mais arrojado, de universalizar o tratamento dos esgotos e o acesso à água tratada até 2020 ou 2025".
As Nações Unidas criaram os ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio), também conhecidos como Metas do Milênio, em 2000. No que se refere ao saneamento básico, a organização fixou, com dados de 1990, a meta de diminuir em 50% o número de pessoas sem o acesso a esse serviço em um período de 25 anos.
Para o chefe da Divisão de Água e Saneamento do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), Federico Basañes, tais "metas são muito importantes, pois atraíram a atenção da opinião pública".
- Vamos pressionar os governos pelo cumprimento dos compromissos assumidos, mas os [países] latino-americanos não devem cumprir as metas para saneamento, nem mesmo o Brasil.
Miranda Neto par- Acredito que boa parte dos países da região irá cumpri-las em relação ao abastecimento de água potável, mas na questão do saneamento básico acho mais difícil, será algo muito desafiador.
Os dados divulgados pelas nações participantes da LatinoSAN 2010 reforçam o ponto de vista do representante do BID. No caso do Paraguai, por exemplo, o país já atingiu a meta para o "abastecimento de água em rede". Em 2008, 68,4% dos paraguaios tinham acesso a esse serviço, índice superior aos 65,8% reivindicados pela ONU.
No entanto, no que diz respeito ao "tratamento e disposição final das águas residuais", a nação atualmente presidida por Fernando Lugo estava a 3,4% da meta (66,9% contra 70,4%).
A situação da Bolívia é ainda mais distante dos objetivos estabelecidos pela ONU nesse último indicador. A parcela da população boliviana que possuía tratamento de esgoto ao final de 2007 era de 47,7%, frente aos 64% estipulados pelas Nações Unidas.
Segundo a jornalista Yazmín Trejos, diretora-geral da revista Aqua Vitae, o fato de haver várias entidades na região se torna um obstáculo, já que "a responsabilidade é sempre dividida entre as instituições, o que dificulta a cobrança da população sobre os governos".ticipa da 2ª Conferência Latino-Americana de Saneamento, que reúne delegações de diversos países latino-americanos. O evento, que acontece na cidade de Foz do Iguaçu, foi iniciado nesta segunda-feira (15) e termina na próxima quinta-feira (18).
Já o secretário nacional de Saneamento Ambiental, Leodegar Tiscoski, apresentou à Ansa um discurso diferente. Segundo ele, o país "tem um objetivo mais arrojado, de universalizar o tratamento dos esgotos e o acesso à água tratada até 2020 ou 2025".
As Nações Unidas criaram os ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio), também conhecidos como Metas do Milênio, em 2000. No que se refere ao saneamento básico, a organização fixou, com dados de 1990, a meta de diminuir em 50% o número de pessoas sem o acesso a esse serviço em um período de 25 anos.
Para o chefe da Divisão de Água e Saneamento do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), Federico Basañes, tais "metas são muito importantes, pois atraíram a atenção da opinião pública".
Nenhum comentário:
Postar um comentário