O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se calou e deixou a cargo do governador interino do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), a decisão de renunciar ou permanecer no cargo. Com uma carta de renúncia no bolso, o interino foi até o CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) conversar sobre a possibilidade de deixar o posto.
A informação de que a renúncia foi o tema do encontro é do Ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Ele participou da reunião do governador interino do governo do Distrito Federal ao lado do Ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto.
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- Paulo Octávio não veio pedir apoio ao presidente. Ele veio apresentar a sua situação ao presidente e perguntar a opinião de Lula. Lula disse que não emitiria nenhuma opinião sobre o assunto, até que haja uma decisão da Justiça. Paulo Octávio falou que estava em processo de avaliação e que uma das suas alternativas era a renúncia. O presidente disse que essa era uma decisão de foro íntimo do governador.
Lula comentou ainda com Paulo Octávio que pediu à Controladoria Geral da União uma auditoria em todos os recursos repassados ao GDF, tanto os recursos para convênios como os fundos constitucionais.
- Existe uma situação de anormalidade no GDF hoje, a preocupação do presidente é usar todos os instrumentos para garantir a regularidade dos recursos do governo federal ao GDF.
Antes da reunião com Paulo Octávio, Lula conversou com os ministros Luiz Paulo Barreto, da Justiça, Nelson Jobim, da Defesa, com o Advogado-Geral da União, Luís Inácio Adams e com Sepúlveda Pertence, presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência. O objetivo da reunião era passar ao presidente uma avaliação jurídica e política da situação do GDF.
- Foi passado um relato técnico ao presidente. Não houve discussão sobre intervenção. O governo vai esperar a decisão da Justiça.
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