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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Paulo Octávio cancela coletiva e nega renúncia


Governador em exercício divulgará nota no fim da tarde para relatar conversa com Lula


O governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), cancelou a entrevista coletiva que estava marcada para esta quinta-feira (18) no Palácio do Buriti, sede do governo do DF. A expectativa era de que Paulo Octávio renunciasse ao cargo, já que não conseguiu apoio nem de seu partido. A assessoria do DF negou que o governador em exercício vai renunciar e também disse que não havia coletiva marcada. No entanto, mais cedo, um dos assessores de Paulo Octávio havia informado à imprensa sobre a entrevista e dezenas de jornalistas aguardavam o pronunciamento em frente ao Buriti.
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De acordo com o assessor do governo André Duda, são falsas as informações de que Paulo Octávio já teria feito a carta de renúncia e fechado acordo com aliados do governador afastado José Roberto Arruda (ex-DEM, sem partido) para que o presidente do Tribunal de Justiça, Níveo Gonçalves, ocupe interinamente o posto de governador e convoque eleições indiretas.- Não existe isso, se não tem renúncia, não tem carta.Paulo Octávio está despachando em sem gabinete, no 11º andar do Palácio do Buriti, depois de ter se encontrado com o presidente Lula para tentar obter apoio e ganhar legitimidade como governador do DF.Segundo a assessoria, ainda nesta tarde o governador em exercício vai divulgar nota informando sobre a conversa que teve com o presidente Lula.O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, adiantou que Lula informou a Paulo Octávio que não se pronunciaria sobre o impasse político gerado no Distrito Federal após a prisão de José Roberto Arruda.Com o governador preso, Paulo Octávio assumiu automaticamente. Mas o vice também é citado no inquérito que investiga atuação de quadrilha de corrupção no GDF.Na linha sucessória do governo, o presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR), seria o herdeiro natural da cadeira, mas o deputado distrital não poderia concorrer à reeleição como parlamentar se assumisse o governo.Aliados de Arruda também articulam para que o vice-presidente da Câmara Legislativa, deputado Cabo Patrício (PT), não assuma o governo. A saída seria a convocação de eleições indiretas e os deputados distritais escolheriam entre eles a quem caberia o restante do mandato de Arruda. Oito dos 24 parlamentares são investigados por participação no esquema de corrupção.

Fonte: R7

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